O futebol é um dos esportes mais apaixonantes do mundo por sua imprevisibilidade. Em 90 minutos, o favorito absoluto pode ser surpreendido pelo azarão sem craques ou tradição.
Em 96 anos de história, as Copas do Mundo já foram palco de inúmeras zebras, que chocaram o planeta. Estreantes derrotando campeões, por exemplo. Fazer uma lista com apenas cinco delas não é exercício fácil, mas o 365Scores tentou!
Confira nossa lista abaixo!
Ranking das maiores zebras da história das Copas
Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra (1950)
A Inglaterra desembarcou no Brasil para a sua primeira Copa do Mundo ostentando o status de “Reis do Futebol”. Do outro lado, na fase de grupos em Belo Horizonte, estava uma seleção dos Estados Unidos montada às pressas, composta majoritariamente por jogadores amadores – o time contava, por exemplo, com um carteiro, um removedor de tinta, um lavador de pratos e um motorista funerário.
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Nascido no Haiti, o atacante Joe Gaetjens marcou, de cabeça, aos 38 minutos do primeiro tempo. Os ingleses pressionaram sem parar, mas não superaram o goleiro Frank Borghi.
A zebra foi tão grande que diz a história que os jornais ingleses, acreditando que o resultado enviado por telex era um erro de digitação, teriam publicado uma vitória inglesa por 10 a 1. Foi apenas uma lenda urbana, mas a zebra foi mais do que real.
Coreia do Norte 1 x 0 Itália (1966)
A bicampeã mundial Itália chegou à Inglaterra em 1966 com um elenco estelar comandado por Rivera e Mazzola, precisando de apenas um empate contra a desconhecida estreante Coreia do Norte para avançar de fase.
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Os norte-coreanos, formados por atletas militares de quem pouco se sabia, pareciam a presa perfeita para a consolidação da classificação italiana no estádio Ayresome Park, em Middlesbrough.
O cenário mudou drasticamente quando Pak Do-ik acertou um chute cruzado aos 41 minutos de jogo. Incapaz de reagir contra a forte marcação asiática, a Itália acabou eliminada na primeira fase.
O retorno da delegação para casa entrou para o folclore do futebol: para evitar protestos, o avião pousou de madrugada em Gênova, mas um grupo de torcedores descobriu o plano e recebeu os jogadores sob uma humilhante chuva de ovos e tomates podres.
Camarões 1 x 0 Argentina (1990)
A partida de abertura da Copa do Mundo de 1990, no San Siro lotado, em Milão, tinha tudo para ser uma festa da atual campeã Argentina, liderada por Diego Maradona no auge de sua adoração em solo italiano.
O adversário era Camarões, uma seleção africana que contava com poucos atletas atuando em ligas de elite e que parecia destinada a ser coadjuvante no espetáculo dos sul-americanos.
A tática camaronesa, baseada em uma imposição física extrema e muita agressividade, desestabilizou os argentinos. Mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Kana-Biyik aos 15 minutos do segundo tempo, Camarões conseguiu abrir o placar.
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O atacante Omam-Biyik subiu mais alto que a defesa argentina para cabecear ao gol. O goleiro Pumpido falhou, e a bola entrou mansamente. Camarões terminou a partida com nove jogadores em campo, mas segurou o placar que inaugurou a melhor campanha de uma nação africana até então, parando nas quartas de final.
Senegal 1 x 0 França (2002)
A França chegou ao Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, como campeã europeia e mundial. O jogo de abertura parecia controlado, mesmo com a ausência do lesionado Zinedine Zidane. O oponente era a estreante seleção de Senegal, com um elenco composto quase inteiramente por jogadores que atuavam em clubes da segunda divisão francesa.
O favoritismo francês acabou aos 30 minutos de jogo, quando Papa Bouba Diop empurrou a bola para as redes e liderou uma das comemorações mais icônicas da história das Copas, dançando ao redor de sua própria camisa.
A vitória senegalesa por 1 a 0 desestruturou psicologicamente os franceses, que acabaram eliminados na fase de grupos sem marcar um único gol, enquanto os Leões da Teranga marcharam até as quartas de final.
Arábia Saudita 2 x 1 Argentina (2022)

A Argentina de Lionel Messi chegou ao Catar respaldada por uma invencibilidade de 36 partidas e apontada como uma das grandes favoritas ao título. O confronto inicial contra a Arábia Saudita no Estádio Lusail parecia caminhar para uma goleada tranquila após Messi abrir o placar de pênalti logo cedo.
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No início da segunda etapa, os sauditas operaram um milagre tático sob o comando de Hervé Renard. Com dois gols relâmpago de Al-Shehri e Al-Dawsari, a Arábia Saudita virou o placar e segurou a pressão até o apito final.
A zebra acabou servindo de combustível para que a Argentina acordasse e caminhasse até a conquista do tricampeonato.